A área geográfica de intervenção da ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega, coincide a NUT III Alto Tâmega inserida na NUTII Norte, e abrange seis concelhos do distrito de Vila Real: Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Trata-se de uma região características marcadamente rurais, que integra um conjunto de potencialidades e oportunidades de desenvolvimento, mas simultaneamente é marcada por pontos fracos e ameaças que dificultam o progresso e a sustentabilidade do território.

Apesar de se tratar de uma NUTIII com um reduzido número de concelhos, corresponde a uma extensa área de 2922 Km2, distribuídos de forma bastante variável: enquanto Montalegre, o maior entre eles, ocupa 27,5% deste território com os seus 805 Km2, Ribeira de Pena, o menor, ocupa 217 Km2, o que corresponde a apenas 7,4% do total da superfície da sub-região.

Mapa ACISAT

Do ponto de vista das acessibilidades, a sub-região encontra-se relativamente bem dotada: a nível rodoviário, é atravessada pela A24, podendo também ser acedida através da A7 ou a partir de um curto desvio em relação à A4. Do ponto de vista do acesso rodoviário à fronteira, a NUTIII do Alto Tâmega apresenta uma situação privilegiada, uma vez que a passagem para Espanha por autoestrada pode ser feita através de Chaves e na rentabilização desta posição geográfica as dinâmicas de cooperação transfronteiriça são uma realidade que tem vindo a ser consolidada.

Em 2014, a população residente no Alto Tâmega cifrava-se em 90738 habitantes. Quase metade desta população (44,7%) concentrava-se em Chaves, concelho que, pelo seu pendor urbano, se distingue dos restantes de perfil marcadamente rural. No extremo oposto, encontravam-se Ribeira de Pena e Boticas, que albergavam apenas 6,95% e 6% do total da população residente, respetivamente.

Do ponto de vista económico, a região caracteriza-se pela reduzida taxa de atividade, por uma concentração em sectores de reduzida produtividade e pela fragilidade da iniciativa empresarial. Do ponto de vista da estrutura produtiva destaca-se a grande dependência ainda existente do sector agrícola, e o forte peso do comércio e serviços, a par da incipiência da atividade industrial, apenas ligada à transformação de produtos agrícolas, à extração e exploração de recursos naturais como os granitos e à construção civil. O sector do Turismo apresenta-se como um dos sectores de maior potencial para a região.

Boticas

Chaves

Montalegre

Ribeira de Pena

Valpaços

Vila Pouca de Aguiar